Resumo eleitoral Portugal 2021


Eles entraram todos na arena ainda antes dos espectadores. Logo há primeirinha Ventura faz um perlim-pim-pim e o CDS desaparece. O PS e o PSD assustam-se, dão as mãos, e saltam para o balcão do terceiro anel a ver no que raio aquela porra vai dar. A direita vai rondando o jogo como não quer a coisa, e o extremo-direito desata a dar pancada aos laterais esquerdos todos. O Tino ergue os braços a pedir penálti, a equipa de arbitragem desentende-se e mais de metade sai do campo, e nisto o Mágico Marcelo desata à chapada de luva branca muito politicamente correcto a todos, obrigando o árbitro à vitória técnica. A trupe dos 6 sai de mãos dadas atrás do Marcelo a cantar o Kumbaya, e o Ventura fecha a porta da arena a ameaçar que “prá próxima é que vai fôr”. Resumindo, na realidade, um grande empate.
Nota final: continuem a propaganda e depois queixem-se que levam também tau-tau.

Vive-se atualmente de uma leve etiqueta de faca e garfo, inventada pela burguesia decadente do século XIX, pela necessidade de mascarar a própria falta de ética. Igualmente, hoje, a ética não interessa para além do politicamente correcto, este que veio substituir a tal etiqueta. Dessa forma, como não mais regamos e podamos a ética, o politicamente correcto anestesia-nos a mente de tal forma que tudo passa a ser normal. Daí à descredibilização de partes, é apenas um estreito passo. Todos contra todos, a crise económica continua na corda, e a crise política cada vez mais um antro putrefacto. Nisto, o prostíbulo de S. Bento cresce tanto, que cria anexos por todo o país.

“A tragédia não é quando um homem morre. A tragédia é o que morre dentro de um homem quando ele está vivo.” – Mário Sérgio Cortella

Ferreira Carlos
17/01/2021
Dielsdorf